terça-feira, 29 de setembro de 2009

Veneno no copo d´agua


O texto abaixo foi escrito com base em anotações que fiz durante um retiro com Geshe Lhakdor em São Paulo, nos dias 13 e 14/9. O que está em negrito são ensinamentos dados com muita ênfase pelo mestre, repetidas vezes.
O retiro foi maravilhoso! Com muita clareza, Geshe Lhakdor (tradutor e assistente de S. S. o Dalai Lama desde 1989) ofereceu ensinamentos muito profundos, de uma forma simples e intensa.

Imaginem que um bom amigo de vocês avisa que num copo d’água há veneno. Ainda que vocês estivessem com muita sede, vocês tomariam do líquido?
Em sã consciência, certamente não, afinal, venenos nos causam mal, podendo até matar, dependendo da quantidade.
Eis que no Budismo fala-se dos venenos da mente: inveja, raiva, apego, orgulho e ignorância. Eles recebem o nome de venenos justamente porque prejudicam nossa saúde e podem matar ou levar a matar, dependendo da dose.
Isso pode suscitar o seguinte pensamento em nós: é, realmente, essas emoções são de fato prejudiciais, mas de certa forma fazem parte da nossa vida, afinal somos seres humanos, temos nossas emoções, nossos altos e baixos.
Pois é. Essas emoções negativas ou venenos, de fato, estão bastante presentes e são muito comuns em nosso dia-a-dia. Por isso, temos a tendência de pensar “Isso faz parte de nós, o ser humano é assim”. Nem passa pela nossa cabeça que podemos estar agindo assim por puro hábito! Porque nesta vida (e provavelmente em outras) agimos assim por muitas vezes, então quando alguém levanta a voz conosco, nós levantamos a voz também, sem pensar. Isso é automático.
Imagine se o contrário fosse verdadeiro, ou seja, se isso não fosse automático. Você certamente nunca ouviu alguém dizer: “Olhe que coisa desagradável, você levantou a voz comigo, vou ficar com raiva agora! Um, dois, três e já! Estou com raiva!”.
Nós nem percebemos e estamos contaminados pelos venenos. Então, não há inimigos externos para os nossos problemas pessoais, nem para os problemas do âmbito da sociedade. O inimigo verdadeiro são as emoções negativas. Investigue cuidadosamente esse inimigo e perceba se ele faz mal ou não.
Não basta perceber que faz mal, afinal isso é bem fácil. Gere uma convicção profunda sobre isso.
Tendo em vista os males provocados pela emoções negativas e nossa tendência a utilizá-las, devemos alimentar a nossa mente com comida positiva. E o alimento deve ser dado com regularidade. Ou algum dia você pensou em ficar sem nenhuma refeição? Assim como o corpo físico precisa de comida diariamente, nossa mente também precisa. Por isso, tenha uma prática espiritual regular e sistemática e pratique meditação.
Uma mente bem alimentada é uma mente feliz, estável. Aconteça o que acontecer, não devemos deixar nossa mente ficar infeliz, pois a infelicidade é o alimento para a raiva.
A forma como pensamos e vemos as coisas é a fonte de nossa felicidade. Alimentar a mente com “comida positiva” significa irrigar as sementes de amor e compaixão. Portanto, mais uma vez, aconteça o que acontecer, não deixe sua mente ficar infeliz, por maior que possa parecer seu problema, pense nas várias vantagens e coisas boas da sua vida e foque sua mente nisso.
Retirado do Site:Bodisatva e escrito por Estela, aluna do querido Lama Santem. Para visualizar o site entre no seguinte link:
Com carinho,
Marcio

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Venerável Lama Chodak Nubpa

Neste maravilhoso vídeo, podemos ouvir as puras palavras de sabedoria deste grande mestre. Que assim possa ser útil,

Tashi Delek

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sábado, 12 de setembro de 2009

Impermanência

Como postado no blog Sangha Marga: Impermanência.

Inteligente vídeo, espero que gostem.

Tashi Delek
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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Nada de especial

«A verdadeira prática (...) é muito mais voltada para enxergarmos como nos ferimos e magoamos os outros com pensamentos e atos iludidos. É enxergarmos de que maneira magoamos os outros, talvez por estarmos simplesmente tão perdidos em nossos próprios pensamentos que nem sequer conseguimos vê-los. Não acho que de fato causemos danos aos outros; é só que não vemos muito bem o que estamos fazendo. Posso saber como está indo a prática de uma pessoa vendo se seu interesse pelos outros está aumentando, interesse que vai além do que meramente EU quero, do que está ME ferindo, se como a vida é terrível, e assim por diante. Esse é o sinal de uma prática que está avançando. A prática sempre é uma batalha entre aquilo que queremos e aquilo que a vida quer.»

Joko Beck
(Nada de especial: vivendo zen, pág. 71).